Anvisa libera o uso e venda medicinal da maconha (cannabis)

Anvisa libera o uso e venda medicinal da maconha (cannabis)

Na terça-feira, dia 3, a Anvisa aprovou a venda no Brasil de produtos à base de cannabis, com o objetivo medicinal. Essa aprovação valerá por apenas três anos e os produtos serão vendidos somente em farmácias.

  • Renorn Network Internet
  • Educação financeira e curso de investimento
  • Imobiliária Homestation
  • Publicidade e Marketing digital
  • Renovation Master School
  • Projeto Mulheres

Os produtos que irão usar a cannabis em sua composição podem ser de uso oral e nasal, e estarem em forma de comprimidos, de líquidos e de soluções oleosas. Quanto ao uso recreativo da cannabis, ele continua proibido.

A planta cannabis sativa possui uma substância chamada canabidiol que pode ser usada na criação de analgésicos e relaxantes. Já, outra substância presente é o tetra-hidrocanabidiol, elemento tóxico que altera as funções cerebrais. No entanto, até mesmo essa substância é de grande valor para a medicina.

A regulamentação do uso de cannabis proíbe sua manipulação em farmácias e sua venda em outros locais que não sejam farmácias/drogarias sem manipulação. Além disso, para comprar o produto é necessário ter prescrição médica.

O cultivo de cannabis no Brasil ainda está em processo de votação, até lá, caso não seja permitido, os produtos deverão ser obrigatoriamente importados. O regulamento que libera produtos feitos com a planta, ainda estabelece um rígido controle de qualidade, com diversos testes para assegurar: eficácia, segurança e possíveis danos.

Durante os três anos estabelecidos pela Anvisa, a regulamentação será testada e só após esse período é que a norma poderá ser validada e, os produtos a base de cannabis passarão ao status de medicamento.

Para as empresas fabricantes, sejam nacionais ou não, há ainda uma grande quantidade de regras, como: Certificado de Boas Práticas de Fabricação (emitido pela Anvisa); autorização especial para fabricação; conhecimento da concentração de canabinoides em seus produtos; para aqueles que irão fazer importações, não será permitida a compra da planta, e sim, apenas da matéria-prima semi-elaborada; documentação que valide a qualidade dos produtos; entre outros.

Já, quanto aos rótulos dos produtos: proibição do uso das palavras “medicamento”, “remédio” e sinônimos; e a proibição de símbolos ou figuras que levem a uma interpretação falsa.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/2019/12/03/anvisa-regulamenta-cannabis.ghtml